Porque hoje é Sexta-Feira - 04/08/2017

 

Oies!

Estou num período de mudanças na minha vida, vivendo novas experiências em um país que não é o meu, tentando aprender uma língua que nunca dominei e que, portanto, achei necessário sair da minha “zona de conforto” para encarar este monstro que eu mesma criei – a dificuldade de aprender uma nova língua.

Para isso, tive que abrir mão de algumas coisas, temporariamente, mas que estão me fazendo muita falta.

A principal delas é o meu filho, precisei de muita coragem para tomar a decisão de ficar longe dele por longos 8 meses, pois não conseguiria trazê-lo comigo, por questões financeiras e legais com relação as leis do país para o qual eu estava embarcando.

Aqui, tive que deixar meu “orgulho” de lado e recomeçar minha vida profissional do ZERO.

Muitas vezes não valorizamos o trabalho de uma empregada doméstica, ou de um mero lixeiro, ou de um lavador de pratos  de um restaurante, até que nos coloquemos no lugar dos mesmos para sentir o quão árduo e importante é o seu trabalho.

Aqui, nesta terra distante da minha, tenho vivenciado estas novas experiências, pois, como não sou uma “native speaker”, o que restam são os chamados subempregos.

Mas não sinto meu ego ferido, muito pelo contrário, tenho aprendido que todo trabalho é digno de reconhecimento e mérito.  Tudo o que você faz, colocando 100% de você, não importa que seja dentro de uma grande companhia em um bem remunerado cargo hierárquico, ou seja varrendo chão ou limpando banheiros, é digno de reconhecimento.

Confesso que tem dias que eu me pergunto se estou fazendo a coisa certa. Em outros, eu tenho a certeza que estou.

Mas o mais importante de tudo isso é que eu tomei a iniciativa, eu apostei, e estou aqui porque quero vencer esta barreira que eu mesma criei. Eu dei o primeiro passo.

Não sei quanto tempo vou precisar para concluir, mas de uma coisa estou certa, já não sou mais a mesma pessoa de antes.

Longe da família, de casa, dos amigos, da minha terra – que por mais difícil que os tempos estejam, é sempre bom ter o seu “lar”.  Estou aprendendo o valor das coisas, por mais simples que sejam, e que não devemos desistir dos nossos objetivos, por mais árduo que seja o caminho; estou aprendendo a ser forte.

Até a próxima Sexta!

Sandra Arruda

 

 

 

 

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