COMO LIDAR COM CONSULTORIAS QUE COBRAM DOS PROFISSIONAIS
Algumas consultorias cobram os serviços de recolocação dos profissionais prometendo vagas inexistentes. A promessa constitui um ato de má fé.
Visando dar suporte aos profissionais do mercado de trabalho, juntamos informações a partir da revista Você S.A. e de sites de credibilidade para ajudá-lo a evitar enganos quanto a estas consultorias. Alguns cuidados que podem ser tomados:
1- Quando receber o contato de uma empresa, peça detalhes de funcionamento e dados sobre a empresa (site, endereço e e-mail) e sobre a vaga. Basta usar um pouco de bom senso para identificar quando estão tentando te agradar demais com "a vaga dos seus sonhos".
2- Comece a entrevista estabelecendo a forma de relacionamento entre você e a consultoria. Caso você vá a uma entrevista e o consultor diga que você fazer uns "teste", verifique se este envolve algum pagamento de sua parte. Em alguns casos, algumas empresas chegam a cobrar uma taxa de R$ 1.500,00 para consultar uma psicóloga ou fazer testes psicológicos. Existem outras consultorias, que trabalham para as empresas, que não cobram dos candidatos por vagas nem testes. De novo use bom senso. Existem alternativas mais baratas e idôneas.
Sintomas mais comuns da abordagem por parte das consultorias não-idôneas que cobram dos profissionais
1- Te ligam falando da existência de uma vaga incrível, com um salário muito acima do mercado e da sua própria pretensão.
2 - Marcam a entrevista para o dia seguinte. Se não no mesmo dia. Costumam dizer que a vaga já é sua, a entrevista é apenas um procedimento padrão.
3 - Ao chegar lá dizem que a empresa EXIGE que sejam feitos uns "testes" psicológicos. E que tem que ser feitos JÁ.
4- Começam a te pressionar para assinar um contrato com validade de um ano. Recolocação em grandes empresa, orientação profissional, currículo, etc ,etc etc...
5 - Se você pergunta se pode pensar fecham a cara e lhe pressionam.
6 - Se você assina, costumam não atender mais seus telefonemas.
Dicas do PROCON e IDEC para identificar empresas sérias
Quem procura emprego por meio de agências de recolocação profissional ou consultorias de recursos humanos deve tomar alguns cuidados básicos antes de contratar o serviço, para não "comprar gato por lebre". A ansiedade da procura por uma vaga pode levar os profissionais a investir tempo e dinheiro em vão, sem obter um novo emprego.
Os órgãos oficiais de defesa do consumidor têm uma série de dicas para o profissional evitar os enganos mais comuns na hora de tentar a recolocação por meio dessas empresas.
Publicidade e contratos
Segundo o advogado Marcos Diegues, do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), o primeiro passo é tomar cuidado com a publicidade, que muitas vezes mostra a conquista de uma vaga como uma certeza. "A publicidade pode induzir o consumidor", diz. "Não há nenhuma garantia de contratação. O serviço é de risco."
Em segundo lugar, diz Diegues, é necessário ler com atenção o contrato que vai ser firmado com a agência antes de assiná-lo, para não se arrepender depois. O ideal é se certificar de que existe uma cláusula prevendo a rescisão caso, por exemplo, o profissional consiga um emprego por outros meios.
"Sem essa cláusula, o consumidor pode conseguir um emprego por iniciativa própria e, mesmo assim, ter de pagar à agência", adverte.
Esse pagamento pode ser salgado. Os honorários das empresas, em caso de contratação, podem chegar a 70% do valor do primeiro salário e, às vezes, até do segundo, segundo a Fundação Procon-SP. Por isso, sugere-se que o profissional pesquise os preços antes de optar por uma agência.
Outro problema comum, segundo a Fundação Procon-SP, é que alguns anúncios de empregos omitem o fato de que se trata de uma consultoria, dando a entender que é uma oferta efetiva de emprego, o que cria uma falsa expectativa. Em outros casos, mesmo depois de obter a vaga, o candidato descobre que foi selecionado para uma função diferente da que desejava.
O Procon-SP alerta, ainda, para o fato de que as agências foram criadas, originalmente, para recolocar profissionais de alto nível. Os funcionários de nível médio, que disputam vagas mais concorridas, devem pensar duas vezes se essa é a melhor opção para conseguir um novo emprego.
O que fazer
Em resumo, o profissional deve buscar o máximo de informações possíveis sobre a agência antes de contratar o serviço. E, uma vez decidido a contratá-lo, deve prestar muita atenção aos termos do contrato. Esses procedimentos, aliás, devem ser seguidos em qualquer relação de consumo, segundo o advogado Marcos Diegues.
Segundo ele, os casos de consumidores que têm problemas com agências de recolocação profissional existem, mas são raros, se comparados com os grandes campeões de queixas do Idec, como as empresas de telefonia, de seguro de saúde, cartões de crédito e os bancos.
O Idec orienta quem tiver conflitos com agências de recolocação profissional a tentar resolver o problema com a própria empresa, na base do "bom relacionamento". "É a maneira mais rápida", diz Diegues. Caso isso não funcione, a solução é se valer dos órgãos de defesa do consumidor e, em último caso, da justiça.
Ao agendar uma entrevista, é muito importante checar a idoneidade destas empresas - você poderá pesquisá-las na Internet.
Mais dicas no site do Instituto de Defesa do Consumidor:
http://www.netconsumidor.org/emprego/emprego.htm
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