Os segredos para voar pagando pouco
AS COMPANHIAS AÉREAS DE DESCONTO, ou low-cost, estão com tudo. O que é mais incrível: a Gol comprar a Varig ou a Ryanair prometer, para um futuro próximo, vôos de US$ 10 entre os Estados Unidos e a Inglaterra? Muita gente me pergunta se vale a pena programar seu tour pela Europa usando apenas as low-cost. Vale - mas você tem de saber todos os macetes. Aí vão os principais; se quiser despachar alguma mala, vai pagar 5 libras por volume, até um total de 15 quilos; passando disso, são 5,50 libras por quilo extra.
Não se entusiasme com as tarifas antes de conhecer as taxas.
Sim, as tarifas de apenas l libra ou de meros centavos de euro existem. Antes de você fechar a compra, porém, vai aparecer uma série de taxas (de uso do aeroporto, de valor agregado, de combustível) que farão sua conta aumentar considera-velmente. Faça suas pesquisas de voo em sites que já informam o preço total da passagem, com taxas; o melhor é o Skyscanner (www.skyscanner.net), que tem versão em português.
Faça suas reservas com a máxima antecedência.
As low-cost ajudam os que madrugam em seus sistemas de reservas e compram passagens com muita antecipação. As tarifas mais inacreditáveis têm assentos limitadíssimos e terminam rapidinho,
Low-cost não é para fazer vôo de conexão.
Nunca programe uma conexão com low-cost. Se seu primeiro vôo atrasar, você vai perder a passagem e não terá direito nem a reembolso nem a remarcação. Pior: vai precisar comprar outro vôo de última hora, pagando caríssimo.
Informe-se sobre os aeroportos.
Já ouviu falar em Beauvais, Charleroi, Bérgamo ou Hahn? Pois, para algumas companhias low-cost, esses lugares são sinônimos de Paris, Bruxelas, Milão e Frankfurt. Não espere uma fartura de transporte público para esses aeroportos secundários; procure no site das companhias aéreas a informação sobre como chegar com ônibus especiais.
Esqueça roteiros convencionais.
É difícil montar uma viagem com muitas paradas usando low-cost, porque suas rotas não se encaixam na ordem exata dos itinerários habituais dos viajantes que fazem o grande circuito europeu. Usando sites como o skyscanner.net, você pode decidir seu roteiro pelas ofertas das low-cost. Pesquisando na semana passada para vôos de julho (ou seja: já um pouco em cima da hora), achei tarifas de 55 euros entre Londres e Ibiza, pela easyjet; 19 euros entre Ibiza e Barcelona, pela Vueling; 25 euros entre Barcelona e Veneza, pela Clickair; 29 euros entre Veneza e Praga, pela Aipi Eagle; 68 euros (caro, não?) entre Praga e Amsterdã, pela Sky Europe; e 32 euros entre Amsterdã e Londres, pela easyjet. Total, 228 euros, com taxas incluídas; média de 38 euros por vôo - nada mau.
Leve pouca bagagem.
Uma das fontes de receita das low-cost é o excesso de bagagem dos passageiros. O peso permitido varia entre 15 e 20 quilos; acima disso, cada quilo extra costuma sair por 5 euros. A bagagem, portanto, pode custar mais que a passagem. Se viajar com a Ryanair, atenção: você tem direito a 10 quilos de bagagem de mão;
Viajar usando apenas empresas de baixo custo vale a pena. Só é preciso conhecer os macetes
Orce sua viagem também com companhias convencionais.
Não custa nada pedir a seu agente de viagens que orce sua viagem inteira à maneira antiga. Quando integrados à passagem intercontinental, os vôos internos na Europa não saem tão caros. Se a diferença não for grande, vale a pena aproveitar os aeroportos centrais, a flexibilidade de vôos e o limite de bagagem das companhias tradicionais.
Fonte: Revista Época - 21/05
|